quinta-feira, 1 de setembro de 2011

COLETA DE LIXO - EXPÕE GARIS A VARIOS RISCOS


SST NO LIXO
Reportagem de João Guedes
Foto: Jean Machado Batista
Coleta de lixo urbano expõe garis a sucessivos riscos e revela necessidade de reformulação nas práticas do setor e na relação da sociedade com estes trabalhadores
Se no ano passado você morava em uma casa ou apartamento localizado em área urbana de algum município brasileiro, você certamente contribuiu para o aumento de 6,8% na geração de resíduos sólidos urbanos ocorrida no país no período. Ao todo, a população do Brasil descartou um total de 60,87 milhões de toneladas de lixo em 2010, segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).

Na prática, isso significa que cada um de nós produziu o equivalente a 378,4 quilos de lixo por ano. Passamos em 2010 de um quilo por dia, na média, o que ajuda a tornar ainda mais pesada a carga de trabalho que diariamente compromete a saúde dos coletores de lixo que atuam no Brasil, principalmente os dedicados à coleta porta a porta de resíduos domiciliares.

São eles os que mais sofrem com a variada combinação de riscos que começa com a própria matéria-prima do trabalho dos coletores. Com o lixo orgânico, os garis têm próximo do corpo, material que pode trazer vírus, bactérias e substâncias tóxicas perigosas.

Além disso, nas cidades que não contam com coleta mecanizada, estão expostos a agravos biomecânicos pois precisam subir e descer do caminhão inúmeras vezes para correr até os portões de casas e edifícios para recolher as sacolas de lixo.

Ao coletar os sacos de resíduos, outro problema. O levantamento de peso, devido à falta de limites para a carga de cada recipiente e à ausência de parâmetros para o tamanho e a altura das lixeiras dispostas em frente às residências e estabelecimentos comerciais.

Os perigos trazidos pelas características operacionais da atividade são agravados por um cenário de pouca atenção da maior parte da sociedade brasileira em relação a esses profissionais, que, na visão da maioria das pessoas seriam os personagens do estrato profissional mais baixo. Aqueles que fazem o que ninguém quer fazer

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